A mistura de hidrocarbonetos mais famosa,sem dúvidas,é o Petróleo.Objeto de disputa mundial,já causou guerras,e formou impérios multi bilionários.Sua utilização é documentada há mais de 4000 anos,com os Egípcios já utilizando o Betume em vários processos de conservação e transformação de energia.
-A teoria clássica ou orgânica sobre a origem do petróleo está baseada no consenso de que ele é formado por uma combinação de matéria orgânica, pressão e calor, passando por um processo de cozimento que dura milhões de anos. Seria, portanto, um combustível fóssil.-
Em oposição à essa teoria,físicos,químicos e geólogos vem propondo,desde o século XIX,que o petróleo está baseado em toda uma gama de transformações no interior terrestre,portanto,entre em discussão a Teoria Abiótica.Para entendermos (um pouco) esse processo,temos que retornar um pouco no tempo.
Tabela de Mendeleev
Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907),químico russo,é o ''pai'' da Tabela periódica dos elementos químicos.Além de organiza-los por peso atômico,preveu várias propriedades de elementos que ainda não tinham sido descobertos.Estudou a interação Álcool-Água e fez importantes descobertas sobre estrutura atômica,valência e propriedade dos gases.Era amplo pesquisador dos Hidrocarbonetos,e as interações H-C que os compõem.Trabalhou com os Curie e com Marcellin Berthelot,outro químico defensor da origem abiogênica.
Ivanovich Mendeleev
Um de seus trabalhos mais importante,é sobre a origem abiogênica do petróleo,estudo esse,que resultou em um livro: Mendeleev, D., 1877. L'Origine du pétrole. Revue Scientifique.
Em seu livro,defende : O fato capital para se notar é que o petróleo nasceu nas profundezas da Terra, e é somente lá é que devemos procurar sua origem.
Mendeleev estudou e realizou experimentos acerca da transformação através da Hidrólise,de carbonetos metálicos em hidrocarbonetos.E sugeriu que o interior da terra está repleto de compostos carbônicos.Deduz-se isso do fato de que o carbono é o 4 elemento mais abundante no sistema solar.A terra é rica em carbono,nosso corpo é rico em carbono,e a super nova que gerou nosso sistema expeliu trilhões de mols de carbono.

A vida tal como a conhecemos é baseada principalmente em carbono. O carbono é o quarto elemento da ordem de abundância cósmica, depois de hélio, hidrogênio e oxigênio. Muitos astrobiólogos tentam avaliar a possibilidade de vida em outros planetas com base em hipóteses sobre as condições na superfície, como a presença de água líquida, temperatura favorável e da composição dos gases atmosféricos, entre outros fatores, incluindo até mesmo a vida em ambientes extremos. No entanto, existe a possibilidade de que a vida nos corpos planetários poderia desenvolver primeiro no interior dos mesmos, em profundidades de vários quilômetros abaixo da superfície, dentro dos poros das rochas. A presença de hidrocarbonetos abióticos, principalmente o metano primordial, compostos de oxigênio associados com minerais de óxido de ferro e, até mesmo água, em temperaturas adequadas, poderia proporcionar condições ideais para o surgimento da vida. A conquista da superfície do planeta pela vida seria possível apenas numa fase posterior, quando as bactérias procarióticas (Archea) surgem e distanciam-se dos recursos de hidrocarbonetos em declínio, adaptando-se às condições de superfície e desenvolvendo internamente complexas reações catalisadoras permitindo tornarem seres autótrofos, através da fotossíntese.
Percebemos que os hidrocarbonetos são compostos
primordiais, abióticos, com grande estabilidade termodinâmica. As
teorias e proposições de Thomas Gold para a origem dos hidrocarbonetos
(The Deep-Earth Gas Theory) são adequadas e possuem base científica,
como se observa no gráfico de estabilidade termodinâmica para os
hidrocarbonetos, de Chekaliuk, 1976. Também nos estudos do Massachussets
Institute of Technology, MIT, que mostram que o carbono é extremamente abundante no manto da Terra em comparação com os níveis mais superficiais.94% dos carbonatos se concentram no manto terrestre,enquanto o carbono orgânico não passa de 1%.Estudos modernos comprovaram que : carbonetos metálicos, principalmente que estão em abundância cósmica formam carbonetos que também são encontrados em meteoritos.
Marcellin Berthelot (1827-1907),em seus livros ,Chimie organique fondée sur la synthèse (1860),Les Carbures d'hydrogène (1901),Les Origines de l'alchimie (1885),La Révolution chimique, Lavoisier (1890), provou através da produção sintética de numerosos hidrocarbonetos, gorduras naturais, açúcares e outras substâncias que os compostos orgânicos podem ser formados por métodos ordinários de manipulação química e obedecem as mesmas leis da substâncias inorgânicas.
Observa-se que os hidrocarbonetos como o petróleo e gás
natural migram de grandes profundidades do interior da Terra (manto)
para níveis de baixa pressão e temperatura tal como nas bacias
sedimentares, conduzidos por gases como Hélio e Nitrogênio, podendo
haver acumulação em reservatórios. Nesse contexto, bactérias primitivas
alimentam-se desses hidrocarbonetos primordiais e deixam seus traços,
como exemplo, hopanóides. Essa contaminação causada pelos microrganismos
conduz um antigo paradoxo para a origem do petróleo, caso não se
compreenda que os hidrocarbonetos são primordiais e abióticos. Os
trabalhos de Kutcherov (2009) em experimentos de alta pressão e
temperatura comprovam a formação de hidrocarbonetos gasosos a partir de
materiais inorgânicos assim como os trabalhos de J.F.Kenney. Bigorna de diamante, usada para reproduzir as gigantescas pressões existentes abaixo da crosta terrestre.>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.
É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.
Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.
A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.
O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.
Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.
No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.
Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.
Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.
"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas," afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."
"Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.
Observe um fato interessante : Na árvore filogenética da vida,note que o domínio das ARCHEAS está na base, próximo ao ancestral comum.As moléculas de hopanóides,são muito comuns no petróleo da superfície, e são fracamente oxigenadas e estão relacionadas com partes de paredes celulares de bactérias antigas que vivem e morrem em meio ao petróleo. A clorofila é uma molécula de porfirina com núcleo de magnésio. No petróleo NÃO EXISTEM porfirinas de magnésio, apenas de níquel e vanádio.
Metano e muitos outros hidrocarbonetos têm sido detectados em diversas regiões do sistema solar. Metano é um constituinte comum da construção do cosmos e foi incorporado à Terra durante sua formação. Alternativamente poderia ter se enriquecido na Terra através de meteoritos condríticos.
Uma classe especial de meteoritos, designados de condritos carnonáceos, carbonados ou carbonosos contêm cerca de 3% do seu peso em carbono, e podem apresentar diversos compostos complexos baseados em carbono como, por exemplo, porfirinas, aminoácidos, bases púricas e pirimídicas, e ácidos carboxílicos. Muitos meteoritos também apresentam carbetos metálicos em sua composição.
Isso implica numa forte evidência da presença de hidrocarbonetos em regiões profundas de pretéritos corpos planetários que se desintegraram. A presença de compostos de carbono extraterrestres embora muito conhecida pelos astrofísicos e astrônomos ainda permanece negligenciada por parte dos geocientistas. Os complexos de carbono da nebulosa protoplanetária assemelham-se aos componentes da fração mais pesada do petróleo.
Já em 2004, não nesse planeta e sim no espaço sideral, a Sonda Cassini-Huygens confirmou abundantes hidrocarbonetos (metano e etano) em Titã, lua de Saturno. Os hidrocarbonetos de Titã formam oceanos, lagos e nuvens. A temperatura é cerca de -180 graus Celsius. A presença de enormes quantidades de hidrocarbonetos em Titã é um forte argumento a favor da origem abiogênica.
O gás natural, de forma bem simples, é uma mistura de quatro hidrocarbonetos saturados, metano até 99%, etano, algum propano e butano. No experimento realizado por Kutcherov foi enclausurado o metano em uma câmara de pressão e reproduziu-se as condições idênticas àquelas da parte superior do manto terrestre. A temperatura esteve entre 1.000 e 2.000 K (“kelvin” 273K = 0ºC) e pressão entre 20.000 e 70.000 atmosferas. Estas são as condições existentes compatíveis com uma profundidade de no mínimo 150 km no interior da Terra.
Como a Terra é (08/09/2014) o único planeta do sistema solar com vida e Hidrocarbonetos '''Fósseis'' existem aos montes em vários locais?
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/chuva_de_hidrocarbonetos_na_misteriosa_lua_de_saturno.html
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/lago_e_praias_em_tita_lua_de_saturno.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3_%28sat%C3%A9lite%29
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2427896-EI302,00.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u372474.shtml
http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,lua-de-saturno-tem-mais-petroleo-que-o-planeta-terra,124110
http://www.megacurioso.com.br/saturno/25031--lago-tropical-de-metano-e-encontrado-na-maior-lua-de-saturno.htm
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/06/13/a-lua-tit%C3%A3-tem-lagos-tropicais-de-metano-l%C3%ADquido/
Subtítulo da reportagem da Fapesp : '' Formação no satélite de Saturno deve ter fonte subterrânea''
O elemento carbono (C) é o quarto em ordem de abundância cosmológica, precedido apenas por hidrogênio (H), hélio (He) e oxigênio (O). O carbono disponível na nebulosa que originou o sistema solar foi incorporado à Terra no processo de acreção planetesimal. A diferenciação geoquímica primária fez com que elementos mais pesados ficassem concentrado no núcleo. Processos de fusão parcial continuaram na evolução do manto, crosta, hidrosfera e atmosfera. A maior parte do carbono primordial permaneceu no manto terrestre. De acordo com estudos realizados pelo Massachussets Institute of Technology (MIT) a estimativa de distribuição do carbono na Terra é:
Biosfera, oceanos, atmosfera.......3,7 x 1018 moles
Crosta
Carbono orgânico........................1100 x 1018 moles
Carbonatos................................5200 x 1018 moles
Manto...................................100000 x 1018 moles
O metano é um gás tipicamente encontrado na Terra, quando não em depósitos de gás natural, nos depósitos hidratos de metano sobre alta pressão nas planícies abissais dos oceanos, por vezes retrabalhados por bactérias em níveis mais rasos ou ainda a partir da degradação de materiais biogênicos. Metano é um gás que causa efeito estufa cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono CO2 (gás carbônico).
É possível que as maiores extinções de vida ocorridas na história da Terra seja devido ao incremento de metano na atmosfera, através de processos geológicos como, por exemplo, rebaixamentos do nível do mar ou impactos de meteoritos, que poderiam desestabilizar hidratos de gás dos oceanos. É possível que tal situação tivesse ocorrido seja durante a crise Permo-Triássica, com a fragmentação da massa continental; com expressivos impactos de meteoritos durante a passagem do Cretáceo para o Paleógeno (antigo Terciário) e também glaciações.
Metano reage com oxigênio produzindo gás carbônico quando interage próximo aos vulcões de magma (lava). O metano reage com água, oxigênio e cálcio formando os cimentos carbonáticos e concreções nos reservatórios sedimentares de petróleo.
Lagoas de hidrocarbonetos no planeta Titan Síntese Fischer-Tropsch
A catálise Fischer-Tropsch converte monóxido de carbono, dióxido de carbono e metano em várias formas de hidrocarbonetos líquidos.Um mecanismo proposto para o qual o petróleo abiogênico se forma foi originalmente proposto pelo cientista ucraniano Prof. Emmanuil B. Chekaliuk em 1967.Ele propôs que o petróleo pode ser formado a altas temperaturas e pressões a partir de carbono inorgânico, na forma de dióxido de carbono, hidrogênio e/ou metano.
Sequência de reações.
1a
Fayalita + água → Magnetita + sílica aquosa + hidrogênio
2a
Forsterita + sílica aquosa → Serpentinito
Quando esta reação ocorre na presença de dióxido de carbono dissolvido (ácido carbônico) a temperaturas acima de 500°C,ocorre a reação 2 :
2a
Olivina + Água + ácido Carbônico → Serpentina + Magnetita + Metano
2b
Olivina + Água + Ácido Carbônico → Serpentina + Magnetita + Magnesita + Sílica
3
Metano + Magnetita → Etano + Hematita
Por que o petróleo é frequentemente encontrado em bacias sedimentares?
As bacias sedimentares preenchem áreas de depressão onde ocorreram falhas profundas, associadas a limites de placas (colisão continental entre duas placas litosféricas). Os estratos sedimentares formam excelentes reservatórios (espaços porosos) e também rochas selantes que quando combinados podem formar reservatórios para hidrocarbonetos. Esses reservatórios estão conectados com fontes profundas, através de falhas também muito profundas, havendo interações com o manto durante a evolução da bacia petroleira.
O geólogo russo Nikolai Alexandrovitch Kudryavtsev, no início dos anos 50, com as pesquisas que realizou nas areias de Athabasca, em Alberta, no Canadá, teve a oportunidade de analisar a geologia dos arenitos daquele local, concluindo que nenhuma rocha poderia formar o grande volume de hidrocarbonetos lá presentes. Apresentou como resultado de seus estudos a moderna teoria do petróleo abiótico, que tem origem nas grandes profundidades da terra, deslocando-se à superfície através de falhas profundas.
Mais recentemente, em 1992, a revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos publicou o artigo “The deep hot biosphere”, de autoria do físico austríaco Thomas Gold, causando grande agitação nos meios acadêmicos. O trabalho sugere que os depósitos de petróleo e gás (hidrocarbonetos) e também de carvão são originários de fluxos de gás alimentados por bactérias viventes em grandes profundidades abaixo da superfície terrestre. O artigo enfatiza a existência de materiais primordiais como o metano, que chegam até os reservatórios ou mesmo até a superfície através de grandes feições tectônicas e nesse trajeto são contaminados por uma biosfera profunda. Isso demonstra não haver combustíveis fósseis, mas uma contaminação dos materiais primordiais durante esse deslocamento. É possível conhecer a teoria mais detalhadamente no livro de Gold, “A biosfera profunda e quente – O mito dos combustíveis fósseis”, editado em português pela Via Óptima.
Sabe-se que o petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos primordiais de grande estabilidade termodinâmica, formado a altas pressões e temperaturas nas profundezas da terra. Também é do conhecimento dos estudiosos sobre o assunto que praticamente a totalidade desses hidrocarbonetos é gerada por processos inorgânicos. Os gases primordiais, como o metano, hélio e nitrogênio, conduzem lentamente essa mistura de hidrocarbonetos (petróleo) para níveis mais rasos. Essa mistura se aloja em espaços porosos, em rochas sedimentares, formando os reservatórios de petróleo e gás natural.
Outra obra bem conceituada foi lançada nos Estados Unidos em 2005. Trata-se de “Black gold stranglehold: the myth of scarcity and the politics of oil”, de Jerome R. Corsi e Craig R. Smith, que também confirmam a origem inorgânica do óleo. O livro visa desmistificar a idéia de que o petróleo é finito e foi formado por fósseis animais ou vegetais que se acumularam durante milhões de anos nas profundezas da terra, revelando que se trata de um bioproduto de contínuas reações bioquímicas sob a superfície da terra, influenciadas pela força centrífuga proveniente da rotação do planeta.
O Dilema
Em 1970, os russos começaram a perfurar poços a grandes profundidades, ultrapassando os 13.000 metros. Desde então, as grandes petrolíferas russas, incluindo a Iukos, perfuraram mais de 310 poços e extraem de lá petróleo. No último ano, a Rússia ultrapassou a extracção do maior produtor mundial, a Arábia Saudita.
Os russos dominam a complexa técnica de perfuração profunda há mais de 30 anos e exploram inesgotáveis reservas de petróleo das profundezas na Terra. Este facto é ignorado pelo Ocidente. Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria o fruto de material orgânico decomposto.
Nos anos 40 e 50, os especialistas russos descobriram, para sua surpresa, que as reservas petrolíferas se reenchiam por baixo. Chegaram à conclusão que o petróleo é produzido nas profundezas da Terra e emigra para cima, onde se acumula. Puderam comprovar isso através das perfurações profundas.
Entretanto, nos anos 90, a Rússia estava de tal modo à frente do Ocidente na tecnologia de perfuração profunda, que Wall Street e os Bancos Rockfeller e Rothschild (Acionistas das maiores empresas de petróleo de mundo) forneceram dinheiro a Michail Chodorkowski com a missão de comprar a empresa Iukos por 309 milhões de dólares, a fim de obter a patente da perfuração a grande profundidade.
![[Chodorkowski.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYu7ZcXJ6RHsEGJEFfTUl3ASYr5sm6yJ0i15g0uHFmZ076bYpObCPVofnManH8GKkyCG6DPywCqS7OLifMYjGIWX-6yFzsaglY348hs5sHMA2kyo_rvfywyW4263xgStsDeXgovY4kswo/s400/Chodorkowski.jpg)
Michail Chodorkowski foi mandado preso pelo Presidente Putin,que o acusou de lesa Rússia.
Percebe-se por que o presidente Wladimir Putin nacionalizou a Iukos e outras petrolíferas novamente para mãos russas. Isso era decisivo economicamente para a Rússia.Entretanto, os chamados "cientistas", os lobistas, os jornalistas vendids e os políticos querem que acreditemos que o fim do petróleo está a chegar, porque supostamente a produção já atingiu o seu pico e agora está a decrescer. Naturalmente, a intenção é criar um clima que justifique o alto preço do petróleo e com isso obter lucros gigantescos.
Sabe-se agora que o petróleo pode ser explorado praticamente em toda a parte, desde que se esteja disposto a investir nos altos custos de uma perfuração profunda. Qualquer país se pode tornar independente em matéria de energia. Simplesmente, os donos das petrolíferas querem países dependentes e que paguem caro pelo petróleo importado.
Fica absolutamente claro para todos que o Iraque foi invadido por causa do petróleo.Não foi para extrair o petróleo, mas, pelo contrário, para evitar que o petróleo iraquiano inundasse o mercado e os preços caíssem. Antes da guerra, o Iraque extraía seis milhões de barris por dia, e hoje não chega a dois milhões. A diferença foi retirada do mercado.
Saddam Hussein ameaçou extrair quantidades enormes de petróleo e inundar o mercado.
Isso significou a sua sentença de morte, e por esse motivo o Iraque foi atacado e Saddam enforcado. Agora a OTAN mantêm controle sobre os poços. Ninguém tem licença para explorar o petróleo do país com a segunda maior reserva petrolífera do mundo. Por isso, o Irã, com a terceira maior reserva petrolífera do mundo, é agora também ameaçado por ''''querer construir armas de destruição massiva'''.
Este artigo continuará a ser escrito.
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Thomas Gold, A Biosfera Profunda e Quente - O mito dos combustíveis fósseis, Prefácio de Freeman Dyson, Ed. Via Óptima, Porto, 2007, 238 p., ISBN 978-972-9360-32-9
NÃO SE VEJA OBRIGADO A ACEITAR TODOS OS FATOS AQUI POSTOS EM PAUTA,CARO LEITOR.SINTA-SE
À VONTADE PARA QUESTIONAR E TRAZER NOVAS VISÕES E JUÍZOS.
